Amanhã é outro dia, igual ao de ontem!
Ele, por cima dela penetrou-a fundo, até não caber mais nela!
Ele ficava mais louco, quando a queria dominar, já que não dominava nas discussões!
Ela amava-o tanto, que mesmo com alguma dor queria que ele, a sentisse dele!
Sempre que discutiam, o sexo era ponto de encontro de mágoas, perguntas sem respostas e pazes!
Havia lágrimas dela e gemidos dele!
Ela entregava-se e ele queria marcar território, ao esguichar nela!
A discussão não tinha sido das graves, pois ele não estava a fazer-se ao anal!
Quando havia discussões com ameaças de separação, o sexo das pazes incluía violação!
No sexo ambos resolviam as suas maiores inseguranças!
Ela garantia que ele sabia, que ela não desistia dele!
Ele garantia que ela aceitava, que não podia viver sem ele!
No sexo ela sentia que o acalmava e ele através do sexo sentia que ela, não seria de mais ninguém!
O sexo depois das discussões, era a forma mais rápida dos dois terem o que queriam!
Ela impedia que ele entrasse em modo de amuo ou desaparecesse!
Ele fazia-a calar, pois detestava ela em modo de repetição!
As perguntas dela, nunca acabavam pois ela queria que as respostas, fossem as que ela queria ouvir!
E ele não dava respostas, pois assim tinha-a empenhada em melhorar a relação!
A relação deles, era um amontoado de assuntos por resolver!
Quando as palavras os afastavam, o sexo unia-os!
Não era bom sexo, mas ao menos não havia afastamento!
Ela detestava os silêncios dele, pois sentia-se abandonada!
Ele usava os silêncios, para não meter os pés pelas mãos!
No dia a dia, fingiam que estava tudo bem!
Tinham filhos adolescentes e eles ocupavam todo o tempo disponível da mãe!
O pai, desde que pagasse as contas, dizia ser o melhor pai, que eles podiam ter!
Ela tudo fazia para os seus filhos, não serem filhos de pais divorciados!
Na realidade eram duas pessoas divorciadas à muito, mas que não tinham coragem de tornar realidade os seus medos!
O sexo com agarranço e com entrega era apenas quando discutiam!
Na realidade faziam sexo, com medo que cada um fosse para cada lado!
O restante sexo do dia a dia, era do tipo toca e foge!
Ele na cama tocava-lhe e ela sabia que ele queria sexo!
Era rotina e só para o esvaziar, pois ela já não se recordava do seu último orgasmo com ele!
Quando era mais nova, ela ainda se vinha mas agora a cabeça estava cheia de desilusões e perguntas sem respostas!
Ela tudo fazia para fugir ao sexo!
As menstruações passaram a ter mais dias do que o normal, já se peidava para estragar o clima, já ia mais tarde para a cama, vestia pijamas de calça e dizia que lhe doía a única parte do corpo, que ele não precisava usar para o sexo!
Ele já sabia estes truques todos e por isso usava isso contra ela, para justificar porque o sexo deles tinha perdido a sedução e a reciprocidade!
Ele agora usava-a para dormir ou seja era ejacular e cair para o lado!
E assim viviam, a criar os filhos e a pagar as contas!
Ele tudo tinha, nada fazendo!
Ela fazia tudo e nada tinha!
Era tudo tão dividido entre eles, que nada se multiplicava!
Como muitos casais, a separação era adiada apenas porque não havia alternativa melhor!
Ele, não queria ficar sozinho e ter que impor as suas manias, defeitos e regras a outra mulher!
Ela, não queria ficar sozinha porque tinha medo, que o próximo ainda fosse pior do que este!
E assim o tempo passava e eles aceitavam uma vida assim!
Agora enquanto a penetrava, ele vingava-se dela, por ela não se calar, não esquecer e não desistir das perguntas!
Agora enquanto era penetrada, ela sabia que assim ele acalmava e tudo voltava a ser como antes!
Há 13 anos que o queria mudar e tinha fé que o conseguiria!
Há 13 anos que ele sabia que ela, não iria ter sucesso em mudá-lo!
De repente ele parou e disse que a queria de quatro!
Ela sabia que ele adorava tê-la, naquela posição!
Naquela posição, ele não aguentava muito tempo!
Ela por amor fazia tudo, menos amá-lo menos!
Agarrado às ancas dela, ele penetrava-a e dizia para ela se vir!
Ela entre lágrimas e respostas por obter, fingiu que se vinha!
Fingia porque quando ela se vinha, ele sentia que vencia!
E ela sabia que ele, sentido que vencia acalmava e durante uns tempos virava mel!
E ele quando era mel, era encantador!
Voltava a ser aquele, que a conquistou!
Antes o sexo era para ser vivido, agora o sexo existia para ambos, sentirem que mandavam alguma coisa!
Mas na realidade, nada voltava a ser como antes!
A realidade era ela agora estar a transbordar dos esguichos dele!
E ele a dormir e a engatar no ressono!
E ela cheia, mas vazia ao mesmo tempo!
O sono, tal como ela demorava a vir!
Amanhã era outro dia e voltavam a fingir que eram felizes!
Como tantos casais a anormalidade era o novo normal!
Viviam, mais para fora do que para dentro!
E eram um casal invejado, por muitos outros!
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