Por favor devolve-me de novo, a mim!
Entreguei-me tanto a ti, que agora nem sei se consigo libertar-me de ti! São os teus cheiros nas minhas roupas, os teus sabores no meu corpo e os teus beijos nos meus desejos! O teu sorriso e aquela tua forma de me levares a dizer sim! Sinto falta das tuas mãos, a tomarem conta de todo o meu corpo. Dou comigo a pensar, se a culpa de agora estares com outra, não foi minha! Onde falhei contigo?!Onde falhei?! A química entre os nossos corpos, eu sei que era verdadeira. Mas acho que a verdade, terminava por aí. O resto eram mentiras tuas, a casarem com os meus desejos! Desejei tanto que fosses o que eu queria, que tu acabaste por o ser, sem o ser! Quantas palavras disseste, que me embalaram e fizeram de mim o que sou agora, uma dependente de ti! Quantas palavras disseste, tal e qual eu queria ouvir! O resto não interessava, nem me preocupou! Como pude acreditar, que éramos para sempre? Afinal o para Sempre, terminou quando eu comecei a ver a realidade! Amava viver o sonho contigo, mas a vida acordou-me! Eras tanto, que agora a tua ausência, ocupa a maior parte de mim. Ocupavas tanto tempo, na minha vida que agora parece que o tempo não passa! Dou comigo a pensar, se a tua nova gaja também está a ser toureada por ti, para acabar como eu, sendo mais uma! És um cabrão, que atrai as mulheres para depois as deitares fora! E fazes isso tão bem, que acabamos por admirar essa tua capacidade de parares e ir embora! Nós é que ficamos a sentir, a tua falta! Tu vives o momento e com quem estás! Nós vivemos o sonho e depois o pesadelo! Desejava ter sido eu, a pessoa capaz de ensinar-te uma lição! Ensinar-te que brincas com sonhos alheios, como se eles fossem filmes, onde só tu podes decidir o the end. Disseste-me um dia, que me ias levar à loucura e eu burra pensei que estavas a falar de prazer! Afinal a loucura era, não te ter mas desejar-te ter! Deve ter sido a única verdade, que disseste a olhar-me bem nos olhos! Maldito cabrão, que fizeste de mim o que quiseste e agora continuas a fazer, mas sem aqui estares! Juro que não vi o fim a aproximar-se, mas também nem sei, quando foi o início. Quando dei por mim, já estavas a foder o meu corpo e a dar-me prazeres que nunca julguei poder ter! Logo eu, que criticava quem fodia logo, sem primeiro dar tempo ao tempo. A minha moralidade, era afinal só para as outras! Tu nem me deste tempo e agora tenho tempo a mais sem ti! O meu corpo parece que esperava por ti, depois de tanto tempo abandonado por mim. Foi esse tempo sem ninguém, que fez de ti alguém especial! Dizia que não precisava de ninguém, enquanto acumulava carência! Porque de especial nada tens, além de saberes caçar mulheres carentes. Nem bonito és quando olhamos para ti, mas quando fechamos os olhos tu sabes dar-nos a volta! Fazes-te passar por sonhos, para pessoas que vivem a sonhar! Tu preencheste vazios, que eu nem sabia que existiam. Agora sei, tenho vazios tão vazios que acredito nunca mais, os vou conseguir encher. Agora sou a outra! Aquela a quem mandas mensagens a dizer que tens saudades e propões mais fodas, para matarmos saudades, estando ao lado de alguém, que nem imagina quem tu és. E eu sem querer, prefiro que me uses na esperança que voltes, para mim! E eu aceito que uses o meu corpo, na esperança que a nossa química, faça voltar o tempo atrás! Só que tu voltas, mas é para a outra gaja. Eu agora já não sou destino, sou apenas mais um apeadeiro. Tu conseguiste que eu, não gostasse de mim! Que acreditasse que a minha vida, não funciona sem ti. Devo estar louca, por andar atrás de restos das outras! Só que este resto já foi meu, por inteiro! Só me apetece desaparecer, para sítios onde tu não me encontres, mas depois lembro-me que sou eu que quero, que tu me encontres! Estou viciada em aceitar-te, quando me queres. Até me fazes sentir puta, quando o filho da puta és tu! Choro demais, sofro muito e vivo de menos! As pessoas nem me reconhecem, pois antes de ti era eu, que mandava nas minhas relações! Até isso me tiraste, meu grande cabrão! Passei de alfa, a submissa de um cabrão! Sim! É isso que sinto, tu nada me deste, apenas me tiraste. Preciso de ajuda, mas a vergonha de admitir que preciso de ti, é enorme. Como vou dizer a alguém, que deixo que me uses depois de me teres usado?! Dou comigo de noite, a desejar o teu peso e os teus movimentos em cima de mim! Ainda desejo ouvir-te, a mandares pôr-me de quatro, para me fazeres gemer! Até o masturbar é a pensar em ti em mim! Vou dar em louca, porque a minha vontade de ti é maior do que a vergonha, de ser a outra. Sinto que ter menos de ti, não é partilhar-te com outra! Sei que é uma forma, de enganar-me a mim própria, pois não estás aqui comigo agora, mas sim com ela! Tiveste a coragem, de vir aqui foder-me e dizeres que ela não é importante, mas que não consegues acabar com ela! E eu parva a dar-te apoio moral, para não estares triste por não conseguires afastares-te da mulher, pela qual me trocaste! Quem sou eu?! Quem é esta que se presta a estes papéis?! Que me fizeste?! Porque o fizeste?! Estarei destinada a ser aquela, que tu dás por garantida? Sei que todas as perguntas, que agora faço são as erradas, mas as perguntas certas não me fazem sentido. E agora?! Que faço?! Como faço?! Porque agora nada faço, apenas espero que te lembres de mim! Sou refém da minha vontade, de ti! Preciso de ajuda e ao mesmo tempo quero, que o meu problema seja a solução! Tu não vais mudar, isso eu sei com toda a minha alma! Mas quem sou eu para criticar, se eu também não mudo?! Como eu queria que amanhã, tu já não existisses. Mas amanhã, continuarás feliz a foder outra e eu aqui à espera, dos teus apetites por mim! Tenho de mudar mesmo, pois eu sei que a minha única culpa, foi não ter visto quem realmente és! Esta merda de apaixonar-me e depois não fazer perguntas, tornou-me presa fácil. E agora estou presa a ti, refém de ti! Falaram-me, de um tal psicólogo Fernando Ayres Mendonça que intervém na área relacional e empoderamento feminino! Acho que vou pedir ajuda, senão não mudo! Preciso de ajuda ou então serei para sempre esta, que não gosto de ser!
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